[ALERTA: o texto a seguir traz relatos sensíveis sobre violência e abuso sexual]
Julio Iglesias é acusado de abuso sexual por duas ex-funcionárias. Com a repercussão do caso, internautas resgataram uma participação no programa da apresentadora argentina Susana Giménez, em 2004. Diante das câmeras, ele assedia a anfitriã.
Assim que chega ao palco, Julio coloca as duas mãos no pescoço de Susana para beijá-la, mas ela se esquiva e dá um beijo no rosto do cantor. Em seguida, ele imobiliza o rosto da apresentadora e rouba um selinho. Ela tenta afastá-lo e reage de forma nitidamente desconfortável.
Julio e Susana se sentam no sofá e, novamente, ele tenta beijá-la a força. A apresentadora, então, pede para que ele pare. “Não, Julio, eu te peço. Escute uma coisa: você é um homem casado!”, ela lembra, em vão. O cantor novamente força um beijo e até abre mais a boca, como quem tenta algo além de um selinho.
O vídeo foi amplamente divulgado no X após as acusações e já foi visualizado mais de 1 milhão de vezes. “Esse vídeo provoca indignação e coloca em evidência comportamentos de poder e abuso que foram normalizados durante anos”, escreveu o perfil que viralizou as imagens.
Julio é acusado de violência sexual por duas ex-funcionárias que trabalhavam para ele em suas mansões na República Dominicana e nas Bahamas. Os relatos chocantes vieram à tona em uma investigação publicada pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es.
Os abusos teriam ocorrido em 2021. As jovens, de pouco mais de 20 anos, eram estrangeiras e dependiam financeiramente do emprego. Elas foram apresentadas na reportagem com os pseudônimos Rebeca e Laura.
“Ele colocava os dedos em mim em todos os lugares”, diz Receba. "Às vezes, ficávamos quase uma hora juntos e ele nem chegava a ejacular. E eu dizia: 'Meu Deus, quando isso vai acabar?'".
Laura foi contratada como fisioterapeuta. Ela aponta que Julio tocou seus seios e forçou um beijo sem consentimento. Ela também teria sido abusada pelo cantor juntamente com o empresário. "Ele achava que tinha o poder de me agarrar e apertar, e eu dizia para ele não fazer isso”, descreve a jovem.
As vítimas também relatam terem sido submetidas a exames ginecológicos e testes de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas, HIV, sem qualquer justificativa relacionada ao trabalho.
player2